Café da 01h05

Nem olhou pra trás
Não olhei também
Fez a barba, fez-me lágrima
e refém

Com mãos de nuvem, bate a minha porta
mas, eu conheço a tempestade que há lá fora
Perto, dentro, fundo, lâmina
que acaricia a minha frágil tez

Diga adeus e depois
volta pro teu cobertor
Apague a luz e se vá
Estrada terá
Caminho, quiçá
Destino, não sei

Porque, inocentemente, a gente nem percebe
que se corta nas próprias tentativas de seguir?
O Barco vai correr todo o mar do ser
e quando acabar o mar, eu serei maior

Quando sorrir for tua oração
nenhum amor tardará

Ithalo Furtado

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